outubro 12, 2008

Sou eu sim! E daí?!

Hoje em dia se “rotula” de tudo. Por exemplo, as músicas: é jazz, acid jazz, hardcore, emocore, yadda, yadda, yadda. E isso foi só um exemplo, porque hoje se rotula até a minha avó. Impressionante. Tem um som diferente, uma cara diferente, um detalhe, por menor que seja, é rotulado como… sei lá, “pós modernista com churros salpicado de pré clacissismo vesuviano”. Se as pinturas, as músicas, e até o cinema é rotulado, porque não diabos rotular as pessoas?! Claro! E assim como os índios, cada um tem sua tribo.

Se anda com franja, é sensível, usa roupas “fashion” (ou sei lá como determinar aquilo, moda não é comigo), escuta “emocore” é Emo. Se anda de preto, possui um gosto por arte com um humor um tanto quanto incompreendido pela sociedade, gostam de cemitérios, são os góticos. E por aí vai, rappers, patricinhas, pagodeiros, rodados, yadda, yadda, yadda.

Agora, existe uma tribo em especial na qual eu me identifico. É um pessoal com que tem uma “pequena” obsessão por algo, seja por colecionar alguma coisa, música, ou outras coisas, mas sempre vão atrás de conhecimento, qualquer que seja o assunto. O esteriótipo que montaram era aquele cara magro, com óculos, alguns com a cara cheia de espinhas, de camisa xadrez. Enfim, esse é o tal nerd que eu tanto me encaixo.

Não fui eu quem falou: “VOU SER NERD!!!” a sociedade que olhou, analisou e falou: “Ele é nerd!”. Está bem, se quiser rotular, que rotule, parafraseando o Zeca Baleiro: “Minha tribo sou eu”. Eu sou o que gosto, sou o que conheço, sou o que penso. Whatever se carinha vai sair por aí, apontando em minha direção e falando: “Tu és nerd!” Tá, tá, sou nerd então, mas sou eu mesmo com minhas idéias e meus ideais. Sim, sou magro, uso óculos, mas não, não tenho a cara lotada de espinhas, tenho uma pequena curiosidade por diversas coisas, por isso faço pesquisas. Mas não fico fazendo isso para me encaixar em tal “tribo”, o faço sim por prazer. E C’est fini, oui?

outubro 6, 2008

O português mudou, ora pois!

O dicionário define Misoneísmo como aversão ou repulsa ao que é novo ou contém novidade. Ando me deparando com diversas pessoas que são misoneístas, só por causa de uma simples coisinha. Claro, pode mudar algumas coisas, mas são coisas tão… tolas, insignificantes, sem valor que é essa reforma ortográfica. Muitas falam: “Eu resisto! Resisto sim! E se me forçar ao novo, eu faço do antigo minha forma de vida!” e dá-lhe Saramago’s style: “Vou escrever da forma que eu quiser!”

Mas é o seguinte, diferente do que todo mundo pensa, essa reforma não é coisa nossa, e sim lusitana. Sim! Portugal faz uma reforma na língua deles e o país que tiver como língua o português vai ter que mudar também. Bacana né? Whatever… que façam a reforma, vou continuar a escrever, claro com mais erros agora que de costume, mas com o tempo vou tentar me adequar.

Nem são tantas as mudanças assim mesmo, as letras K, Y e W voltam ao nosso alfabeto, o hífen não existe mais se a palavra “auto” estiver junta então ficará por exemplo: de “Auto-estrada” vai para “Autoestrada”, as palavras com “ee” não serão mais acentuadas: “Vêem/Lêem” para “Veem/Leem”, e o resto com várias palavas que sejam paroxítonas como, palavras que eram acentuadas e que continham o “ei” (Idéia, colméia), palavras terminadas em “oo” (Enjôo). Só isso.

Isso foi um pequeno resumo, quem quiser saber mais tem aqui, se informe e comece a escrever bem e corretamente, e não seja misoneista. Nem todas as mudanças são para pior.

Update: Antes que comecem a chorar por não terem sido citados, já que a carapuça serviu. Um exemplo de misoneista é o Sr. UP. Por ora ele ainda é uma espécie de “Saramago”.

outubro 5, 2008

Um tempo fora…

É, estou um tempo sem postar aqui, mas não é nem por falta de tempo, ou porque meu computador foi levado pela enchente. É só uma falta de criatividade que me atacou nesses dias. Acontece com muitos. Eu é que não vou postar só por postar, vou postar quando tiver vontade. Senão os textos sairão uma verdadeira bagaça, e aí… quem é que vai querer ler isso?!

Bom é isso. Vou postando conforme me der na telha, vai ser assim, simples.

setembro 22, 2008

Requiem – Continuação

II.Kyrie

Kyrie eleison.

Christe eleison.

Kyrie eleison.

A lua estava cheia e o luar entrava pela janela do quarto, mas não conseguia iluminar o corpo dela. O corpo do anjo. Agora ela parecia um anjo. E fora um, um anjo piedoso que a levou. Fora um anjo que a tocou, e a fez feliz. Fora um anjo que a beijou pela última vez.

A piedade poderia ser uma das coisas importantes para se pensar ali. A piedade para com ela. Mas não havia, não ali. Somente no lugar para onde ela tinha ido.

III.Sequentia

1 – Dies irae

Dies irae, dies illa

Solvet saeclum in favilla

Teste David cum Sibylla

Quantus tremor est futurus,

Quando judex est venturus,

Cuncta stricte discussurus.

A sombra não estava mais no quarto onde se encontrava o corpo dela. Só havia a faca, ainda suja com o sangue, jogada no chão. Só havia a faca, a vela e por cima da cômoda, cinzas. Um papel fora queimado ali. O que era um papel agora são cinzas. Assim como o mundo dela, que se transformara em cinzas, assim como o papel. E também será o mesmo destino dela, se transformar em cinzas.

Dia de ira, aquele dia. Aquele dia, o dia do juízo final. O juiz já deu sua sentença. Não há como voltar atrás. Não há mais o que temer.

O corpo dela ainda se encontrava no chão do quarto. A mancha rubra em seu peito ainda vivaz. Tudo continuava da mesma forma, exceto o silêncio que fora quebrado por passos no assoalho de madeira.

1 Senhor, tem piedade/ Cristo, tem piedade/ Senhor, tem piedade.2 Dia de ira, aquele dia/ No qual o mundo se tornará em cinzas/ Assim testificam Davi e Sibila/ Quanto temor haverá então,/ Quando o Juiz vier/ Para julgar com rigor todas as coisas.

setembro 16, 2008

Cada um cada sentimento

Estava eu aqui, quieto no meu canto, quando depois de uma conversa (leia por desabafo) meu amigo veio me contestar o que é amar. Entramos em uma discussão homérica. Cada um dizia o que é estar apaixonado. Cada um deu sua versão de como é estar apaixonado. O que não percebemos é que cada um tem um jeito um modo de expressar, de sentir isso.

Só porque eu não tenho os mesmos “sintomas” e tenho as mesmas ações que os outros, falam que eu nunca gostei de alguém de verdade. Eu já gostei sim, OPA! Só que para mim quando a desilusão é maior, não consigo mais ver a pessoa daquele modo especial, e deixo de gostar. Claro, se a pessoa falar que está gostando de mim vai tudo voltar, mas se não, vou estar aqui.

Para mim estar apaixonado é estar feliz se a outra pessoa está feliz. É fazer de tudo para ver aquela certa pessoa, mesmo que as agendas não batam. Gostar de cada detalhe infímo. Ficar com o coração mais “quente” quando ao lado daquela certa pessoa. O coração “esfriar” com a falta dela… Sei lá. E mais um monte de coisa.

Esse é o meu modo de ver o que é estar apaixonado. Pra ele… sei lá, pode ser o oposto. Cada um tem um modo, se alguém se expressa pisando na cara da outra com um tamanco de madeira, e a outra estiver gostando, pode ser uma outra forma (bizarra e mais dolorida) de se expressar o carinho que tem pela outra pessoa.

Esse assunto é algo com que não se pode discutir, é como religião e política, cada um tem o seu jeito. Não dá pra falar que o do outro é errado. Mas uma coisa é certa, e serve para todos, existem momentos em que isso machuca. Dá aquela dor fila da mãe quando não se é correspondido, ou quando se sofre uma desilusão amorosa. Aí sim, podemos concordar em algo.

setembro 11, 2008

Um post inútil

Conversa de nível de faculdade:

-Me dá seu MP4 aí.

-Nope

-Me dá esse troço!

-Não

-Me dá…

-Não

-Me dá

-Não

-Posso enfiar essa caneta no seu olho?

-Só se deixar eu enfiar essa no seu ouvido

-Tá pode ir. Opa demorou. Agora me dá o seu MP4.

-Já falei que não

-Pára você nem está ouvindo

-Posso te dar um chute na boca?

-Não. Me dá o MP4.

-Só se deixar eu te dar um chute na boca.

-Não! Eu estou com afta!

-Quando não tiver mais posso?

-Pode. Mas agora me dá o MP4.

-Olha lá o professor vai começar a explicar.

-Tá. Mas depois me dá esse negócio.

Aí, esse é o nível dos estudantes de faculdade. Depois as mulheres não acreditam que alguns de nós homens demoramos para amadurecer.

setembro 11, 2008

Sobre o Cavaleiro Negro

Eu, como um bom nerd, gosto de quadrinhos. Não tenho uma paixão enorme, mas tenho conhecimento sobre eles. Super-Homem, X-Men, Homem-Aranha, Batman e etc. É um gosto que adormece e de tempos em tempos ele volta, e eu caço conhecimento e revistas sobre isso. O que ajuda ainda mais é ver um filme sobre esses heróis. E com o último filme que eu vi não foi diferente, e foi um dos poucos que eu tive o gosto de ver duas vezes no cinema em uma semana.

The Dark Knight é O filme. Ledger como Coringa está fantástico! Não é idéia original do Coringa, mas ainda assim tem o que o Coringa é. Um sádico, louco, homicida tudo o que se espera de um verdadeiro vilão. Eu não esperava muita coisa do filme, mas tive de dar minha cara a tapa. O primeiro filme não me animou muito, para mim foi apenas mais um filme do Batman. Tudo bem, Bale como Batman é ótimo, mas ainda assim para mim é só mais um. (Essa foi a primeira vez que eu não critico algo aqui)

Não foi só a relação do elenco muito bem encaixado com os personagens que me chamou a atenção, mas sim a história e o que há por detrás dela. O Coringa querendo mostrar que todos podem ser corrompidos jogando as cartas certas. Ele tenta trazer o caos à sociedade desestabilizando-a e mostrando que independente de sua posição social pode se cair corrompido. E observando suas falas tiramos a conclusão de que ele é um anarquista fruto da sociedade, tão desestabilizada quanto ele. Fantástico isso.

Parando de falar um pouco do filme e voltando à raiz, ou seja aos quadrinhos podemos observar e tirar muitas conclusões filosóficas (e/ou lógicas) daquele universo. Do porque do Coringa ser aquele personagem bufão. Da razão do Duas-caras ser ao mesmo tempo “o médico e o monstro”.

Coringa: Essa personagem é mais que um maníaco homicida, a figura dele representa o que um curinga é, um palhaço, um bufão, aquele que traz o barulho para onde está quieto, leva a bagunça para onde está organizado. O curinga representa um lado da sociedade, ele se mostra um anarquista. É realmente o oposto do herói.

Duas-Caras: Esse sim pode me representar bem, aliás, muitas pessoas. Ele é o “médico” e o “monstro” em uma só pessoa. Assim como no filme ele se tornou criminoso devido a uma conversa com o Coringa. Era uma pessoa normal, mas fora corrompido. É exatamente a nossa sociedade, pessoas comuns mas que podem ser corompidas fácilmente por qualquer método.

Basicamente é isso.

setembro 7, 2008

Réquiem

Uma parte de um pequeno texto que eu escrevi há muito tempo. Espero que gostem.

I.Introitus

Requiem aeternam dona eis, Domine

Et lux perpetua luceat eis.

Te decet hymnus, Deus, in Sion,

et tibi reddetur votum in Jerusalem:

Exaudi orationem meam,

ad te omnis caro veniet.

Requiem aeternam dona eis, Domine

Et lux perpetua luceat eis.

Um corpo jazia no chão do quarto. Um corpo de uma mulher. O corpo dela. Ela tinha cabelos castanhos compridos, uma boca carnuda, de onde já saíram palavras doces e, também, palavras de ódio, uma boca que já foi beijada e já beijou, olhos negros, onde seus mais profundos segredos estavam guardados, olhos que um dia já choraram de tristeza, que um dia brilhou de alegria, e agora permaneciam sem brilho, opacos, olhavam o nada. Ela vestia o seu mais belo e caro vestido, era um vestido todo branco. Era. Agora havia uma mancha rubra em seu peito. Uma mancha deixada pelo seu próprio sangue. Sangue que saía de uma abertura em seu peito. Sua feição era de tranqüilidade, de alguém que tinha visto algo lindo. Pela última vez.

Próximo a ela estava uma sombra, escura. Estava de pé, fitava o corpo incansavelmente. Em seu rosto estava estampado um sorriso, e pelo mesmo rosto corria uma lágrima. Não era uma lágrima de tristeza, muito menos de arrependimento. Era algo próximo da felicidade. Estava segurando uma faca. Nela havia sangue.

Agora ela repousa. Sem mais problemas, sem mais tristezas, mas também sem alegrias. Não tinha mais com o que se preocupar.

A luz da vela acesa em cima da cômoda iluminava o seu corpo. Essa era luz perpétua.

1 Repouso eterno dá-lhes, Senhor/ E luz perpétua os ilumine/ Tu és digno de hinos, ó Deus, em Sião/ E a ti rendemos homenagens em Jerusalém:/ Ouve a minha oração,/ Diante de Ti toda carne comparecerá/ Repouso eterno dá-lhes, Senhor/ E luz perpétua os ilumine.

setembro 7, 2008

Segredos Empilhados

“O que é o homem? Só uma pilha de segredos.” Realmente, o homem é uma pilha de segredos, sempre buscando entender a si mesmo. Vivemos sempre em busca de nós mesmo, filosofamos o que somos, de quê somos feitos, o que está cravado em nosso DNA, o que essa pulha de célular quer dizer e o por que estamos aqui. Podemos tanto procurar essa resposta dentro de nós quanto no mundo exterior. Desbravamos terras, vamos ao espaço, procuramos a resposta até em outros seres.

Será que a ciência vai conseguir responder a todas as nossas questões? Será que a resposta de tudo está em nosso DNA? Diz ela que sim. É esperar e ver. Olhando dentro de nós podemos ver uma enorme pilha de sentimentos, pensamentos, sonhos, segredos. Procuramos sempre um ser que tenha um encaixe perfeito conosco, a “cara metade” e pra quê? Para sermos felizes e perpetuarmos nosso DNA, assim procriando “pilhas de segredos”. E qual o sentido de tudo isso?

Somos seres perdidos e frágeis, por isso criamos instrumentos para trabalhar no nosso lugar. Não sei exatamente dizer se evoluímos ou se desevoluímos. Por um lado evoluímos mentalmente, por outro nosso corpo desevoluiu. Por exemplo, tínhamos garras fortes e caninos maiores, para rasgar e triturar nossos alimentos. Conforme fomos criando instrumentos para fazer esse trabalho pela gente, os caninos e nossas garras “sumiram”. Agora, e quanto aos nossos sentimentos? Será que evoluímos ou desevoluímos nessa questão?

Somos seres muito estranhos em relação aos nossos sentimentos. Alguns amam que os odeia, outros odeiam que os ama. Sofremos por amor. Será que isso é um sinal de evolução? E o que é esse sentimento? Afinal, o que são os nossos outros sentimentos? Teremos de esperar a ciência responder ou responderemos por isso?

setembro 6, 2008

Um novo Inconstante está por vir!!!

Não, não, eu não me refiro ao novo blog, eu me refiro ao novo contribuidor do site. Um amigo meu de longa data o “Inconstante” ele vai me dar uma forcinha pra seguir esse blog. Ele prometeu não postar muito, mas o suficiente. E sei do que ele vai postar… de coisas totalmente diferentes de mim. Então podem esperar por menos críticas e mais… mais… sei lá mais o que. Fiquem de olho nos posts dele!!

E que seja bem vindo!