Hoje em dia se “rotula” de tudo. Por exemplo, as músicas: é jazz, acid jazz, hardcore, emocore, yadda, yadda, yadda. E isso foi só um exemplo, porque hoje se rotula até a minha avó. Impressionante. Tem um som diferente, uma cara diferente, um detalhe, por menor que seja, é rotulado como… sei lá, “pós modernista com churros salpicado de pré clacissismo vesuviano”. Se as pinturas, as músicas, e até o cinema é rotulado, porque não diabos rotular as pessoas?! Claro! E assim como os índios, cada um tem sua tribo.
Se anda com franja, é sensível, usa roupas “fashion” (ou sei lá como determinar aquilo, moda não é comigo), escuta “emocore” é Emo. Se anda de preto, possui um gosto por arte com um humor um tanto quanto incompreendido pela sociedade, gostam de cemitérios, são os góticos. E por aí vai, rappers, patricinhas, pagodeiros, rodados, yadda, yadda, yadda.
Agora, existe uma tribo em especial na qual eu me identifico. É um pessoal com que tem uma “pequena” obsessão por algo, seja por colecionar alguma coisa, música, ou outras coisas, mas sempre vão atrás de conhecimento, qualquer que seja o assunto. O esteriótipo que montaram era aquele cara magro, com óculos, alguns com a cara cheia de espinhas, de camisa xadrez. Enfim, esse é o tal nerd que eu tanto me encaixo.
Não fui eu quem falou: “VOU SER NERD!!!” a sociedade que olhou, analisou e falou: “Ele é nerd!”. Está bem, se quiser rotular, que rotule, parafraseando o Zeca Baleiro: “Minha tribo sou eu”. Eu sou o que gosto, sou o que conheço, sou o que penso. Whatever se carinha vai sair por aí, apontando em minha direção e falando: “Tu és nerd!” Tá, tá, sou nerd então, mas sou eu mesmo com minhas idéias e meus ideais. Sim, sou magro, uso óculos, mas não, não tenho a cara lotada de espinhas, tenho uma pequena curiosidade por diversas coisas, por isso faço pesquisas. Mas não fico fazendo isso para me encaixar em tal “tribo”, o faço sim por prazer. E C’est fini, oui?